Chuva e não (II)
Há dias em que chove poesia.
Dias em que pinga.
Dias em que não.
Cautela para os primeiros.
Atenção para os segundos.
Dos últimos, o áspero
aprendizado do silêncio,
a dura ração da recusa.
Alheios a chuva e poesia,
os dias prosseguirão.
Sidney Wanderley
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14 fevereiro, 2011
01 agosto, 2009
Entropia
De uma camada a outra,
trapezista sem trapézio,
viaja o afoito elétron
entre o improvável e o incerto.
E logo a seguir, um outro
e um outro e um outro
e um.
É sempre assim:
essa incessante energia,
esse desassossego doido,
essa esculhambação da matéria
na periferia das cidades
e das pessoas
e dos átomos.
Sidney Wanderley
De uma camada a outra,
trapezista sem trapézio,
viaja o afoito elétron
entre o improvável e o incerto.
E logo a seguir, um outro
e um outro e um outro
e um.
É sempre assim:
essa incessante energia,
esse desassossego doido,
essa esculhambação da matéria
na periferia das cidades
e das pessoas
e dos átomos.
Sidney Wanderley
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