15 novembro, 2009


queria ser só
o que de vento se veste:
poeira, grão, semente , algodão.

queria ser só
o que flutua:
pena, flauta, balão.

no dia ser borboleta
na noite ser mariposa,
só delicadeza eu seria:
vaga-lume, orvalho, seixo, lágrima, canção.

mas também sou tudo
que padece:
pedra, amargura, solidão.

mas também sou tudo
que afunda:
pedra, cadáver, escuridão.


Martha

18 comentários:

Fred Matos disse...

Maravilha este poema, Martha.
Gostei muitíssimo.
Ótima semana.
Beijos

Gerana Damulakis disse...

Um dos mais belos poemas seus.Riquíssimo. Adorei.

KImdaMagna disse...

....lindo!!
somos mesmo tudo...


xaxuaxos

Georgio Rios disse...

Lirísmo em alta voltagem. Poesia que se vê, respira e sente.

Nilson disse...

Somos tantas coisas. E vc exprime isso muito bem. Beleza!

maria guimarães sampaio disse...

Belo. Belíssimo.

aeronauta disse...

Concordo com Gerana: um dos mais belos poemas seus! Parabéns!

Giselly Lima disse...

Lindo, Martha! Adorei!

Bernardo Guimarães disse...

lindo demais!
muito lindo!
lindíssimo!

Edu O. disse...

Tua poesia é sempre tão bela!

Maria Muadiê disse...

ave maria, me digam aí, o que seria de mim sem vcs?
NADA

MARIAESCREVINHADORA disse...

Como sempre, um belo poema de minha grande amiga Martha.
Parabéns.

nina rizzi disse...

wow. molto belo.

bacci.

Lou Vilela disse...

Foi um prazer conhecer o teu espaço!

Abraços,
Lou

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Lindo e musical. Gostei.
Kandandu

Raiça Bomfim disse...

Essa é outra de minhas preferidas!!

Soraya disse...

Lindo, Marta!

Priscila de Freitas disse...

Cecíliamente belo este poema!

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria