16 fevereiro, 2018

Essa semana, Lília mandou pra mim eu mesma, Beatriz e Julia, essa foto, que eu não lembrava e não lembro do momento exato em que foi tirada. E gostei tanto da imagem, tanto amor,  essas meninas pequeninas e lindas pertinho de mim (sinto a quenturinha na pele), agora são duas mulheres jovens e eu uma mulher em franco envelhecimento.
E quando percebi estava olhando essa mulher da foto, com cerca de 30 anos,  parecida com minha filha. Quem é ela? Parece comigo ? Meus orixás, quem é essa mulher da foto? Eu não sei, a gente se perdeu por aí.


15 fevereiro, 2018


















Ouvi de meu pai a história que meu bisavô se escondeu no mato com toda a família, fugindo do bando de Lampião. Eis que agora minha prima Rosana encontra e me dá uma cópia desta foto incrível, com anotações de tia Celeste. 
Mas a história já é outra:

Abril de 1926, quando a Coluna Prestes passou por Condeúba, meu bisavô, Pompílio Leite, que era juiz, se mandou para a fazenda Bom Abrigo, pois Prestes tinha jurado que cortaria a sua língua. Na foto ele está numa cadeira de lona, com seu filho Antônio (tio Totônio) no colo, e minha bisavó Deolina Risério de Moura Leite está em pé, com a mão no queixo. Minha avó Guió, Guiomar para os não íntimos, está sentada no chão, a segunda da esquerda para a direita.

Desde muito criança sou uma colecionadora de memórias, também vem desse impulso o gosto em escrever.

22 janeiro, 2018

Adoro pau mole.
Assim mesmo.
Não bebo mate
não gosto de água de coco
não ando de bicicleta
não vi ET
e a-d-o-r-o pau mole.

Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.

Adoro pau mole
porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade
que eu prezo e quero, sempre.

Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente
- ainda que talvez um pouco antecipadamente)
sempre um pré-sexo também.

Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.

É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.


Maria Rezende

21 janeiro, 2018


a paixão é uma enchente
aquele exagero de água
incontrolável comovente
levando tudo pelo sempre

Martha

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria