23 março, 2009

Lee Friedlander















De dia sobrevivo, à noite enlouqueço.
O bagulho é doido, a corda é bamba e pra cair,
eu caio sozinho, me esfolo e me rasgo.
A notícia do outono é trégua.
Do alto dos seus setenta anos,
Emily já me dizia:
abaixo de Deus, lexotan.

M.

7 comentários:

Cosmunicando disse...

do poema à foto... tudo enlouqueço.

miro paternostro disse...

lindo e forte texto.
será que nos vimos no passado no plano inclinado você com seu pai e eu co minha mae?

maria guimarães sampaio disse...

Fico impressionada com a profundidade com que você, tão jovem, escreve.

Nilson disse...

É isso aí: na veia!

Paulo D'Auria disse...

"De dia sobrevivo, à noite enlouqueço"! É isso, a sina dos poetas! assina(tura) dos poetas!

Ainda estou conseguindo levar sem o lexotan, mas sinto, já não vou muito longe!

Beijos, querida.

Ana Cecília disse...

Poema maravilhoso, Martha. Atinge até o âmago, de onde vem, não é?
Valeu sua lembrança para divulgar o lançamento de nossa Antologia, já postei um dos marcadores, quando chegar mais perto posto o outro com os detalhes do lançamento.
Abraço grande!

Lobodomar disse...

Caramba... poema, belo, forte e modernamente lírico. Não poderia ser mais intenso.

Adorei.

Grande abraço!

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria