10 novembro, 2008

meu algoz sou eu
mesma
com a luz acesa
flagrando os mínimos
detalhes sórdidos

carcereira de mim
caçadora
das máximas culpas cotidianas

(o padre mandou eu rezar
não sei quantas ave-marias e
mais uns pai-nossos
tudo isso por eu ser malcriada
às vezes
e brigar com meu irmão

única vez, é claro,
na primeira comunhão
qualé mané
confissão! )

mas resguardo uma carrasca

me virando pelo avesso
dentro do coração.

11 comentários:

Salve Jorge disse...

Carrasca
É só a casca
De quem se lasca
Enquanto a vida masca
Expondo tanta imensidão...

Anônimo disse...

LINDO!!!!!!!!!
LINDA!!!!!!!!!!!
ADOREI!!!!!!!!!!!!!

Lapepe

aeronauta disse...

Muito lindo o poema!

Moacy Cirne disse...

Forte e belo, um poema para ser guardado com carinho. Beijos.

Sílvia Câmara disse...

ùnica vez...
confissão...
primeira comunhão...
que nem eu.
Fortes versos, Martha.
um bjo

Juan Trasmonte disse...

Maria,
Obrigado por visitar meu blog.
Andei por aqui mais cedo. Bem legal teu trabalho e a tua iniciativa de juntar poetas.
Viva a poesia!
Abs.

M. disse...

Eu gostei tanto que gostaria de tê-lo escrito, o poema. Beijos. M.

@nA Dundes disse...

pois é, pois é...
a gente devia ter fugido das aulas de castrecismo!

gostei daqui.

Maria Muadiê disse...

gente,
obrigada por tanta generosidade.
beijo

MARIAESCREVINHADORA disse...

Catecismo e primeira comunhão a gente nunca esquece.
Adorei o poema, Martha.

Qualé mané/confissão! rsrsrs

Conceição

Janaina Amado disse...

Conheço muito bem essa carcereira de mim. O poema me comoveu.

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria