18 maio, 2007

Mãe,

surpreendo-me com a eternidade
quando distraída repito seu gesto,
tão parecido parece igual
trançado nos traços do rosto
e nas traças do tempo.

Tempo que banha o seu e o meu corpo,
que fez do meu ventre, abrigo,
revolvendo o ponto de partida,
disfarçando-nos em irmãs.

Martha

11 comentários:

Mani disse...

Quando a gente se torna mãe, vem esse entendimento meio tardio sobre a propria mãe...Eu sinto assim...

Fred Neumann disse...

porque dia das mães é todo dia!!!

MARIAESCREVINHADORA disse...

Gostaria tanto de ter dito esses teus versos olhando nos olhos de mamãe enquanto isso era possível. Nunca acreditamos que um dia ela partirá, até que isso acontece. E a dor nunca esmorece...
Lindo demais, Martha.
Beijo,

Conceição

d pessoa disse...

cada vez mais a sua forma de tecer as palavras-fios, em poesia, me encanta!

linda poesia,
linda pessoa!

xeros

Mônica Montone disse...

Poxa, que bonito! Singelo!

beijos, linda e boa semana

MM

taís almeida disse...

alfazema...

te amo.

Jane Malaquias disse...

Uma irmã que cede lugar no seu corpo à outra,que agradece cedendo lugar nos seus traços.

Sílvia Câmara disse...

Lembra que eu te falei que adorava esse poema,Martha?
Pois é, CONTINUO ADORANDO!!!

um bjo,
Silvia

Anônimo disse...

Eu também, Silvia!
Esse poema de Martha parece ter sido escrito para mim e mamãe que temos idades tão próximas e, sendo eu a primeira filha, os dois últimos versos são perfeitos:
"revolvendo o ponto de partida
disfarçando-nos em irmãs".
Bjs.
Tânia

Fada disse...

A maternidade me surpreende, mas... conseguir exprimí-la, nossa, muito mais.

Lindo.

Anônimo disse...

Martha, que coisa linda!
Verônica

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria