06 março, 2007

Era manhãzinha
e era a última vez

Fugindo da chuva
um bando de jandaias
rasgou o ar

Por causa da chuva
corremos em direções opostas
sem olhar para trás.

Martha

12 comentários:

Mônica Montone disse...

... Mas sensação de pele molhada ficou :O)

beijos, querida e boa semana

MM

Bosco Sobreira disse...

Um poema que fala da perda da poesia por causas estranhas à nossa vontade.
Eu gosto muito desses meta-poemas (se é que a expressão cabe aqui); esse, em especial!
Parabéns, querida. E obrigado por suas visitas e comentários.

taís almeida disse...

ver
é dor
ouvir
é dor
ter
é dor
perder
é dor

só doer
não é dor
delícia
de experimentador

P.L.

Ingrid Littmann disse...

Deliciosa sensação, seus poemas mas parecem musicas aos meus ouvidos....

beijos

assis freitas disse...

Descobrindo novas páginas e novas sensações. A poesia se renova enquanto a caravana passa. Parabéns pela participação no projeto Boca da Noite. Abraços.

Aline disse...

Martha,

Adoro estas tuas imagens… sempre viajo! Adorei esta também!!!

Beijos!

MARIAESCREVINHADORA disse...

Marthinha baiana,

Genial esse seu jeito de dizer versos. Parabéns!
Grande abraço,

Coneição.

Anônimo disse...

MARTHA, PINTA E BORDA COM PALAVRAS.
UM LUXO, né ALINE?
beijinhos,
cláudia

Verônica disse...

Martha, linda imagem!!
Verônica

Sílvia Câmara disse...

Adoro essa poesia Martha. Faz-me lembrar muito do tanto que você diz gostar da minha "Mecejana".
beijo grande, Poeta

Koluki disse...

Belo poema!
Especialmente neste dia dedicado as mulheres de todo o mundo que, qual bando de jandaias rasgam o ar todos os dias, todas as vezes...

Clóvis disse...

Lindo mesmo, baiana. Valeu!
Clóvis

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria