19 fevereiro, 2007

Antiações

Eu me repito a contragosto,
disse o papagaio: eu
me repito a contragosto.

Deus é comprovável,
disse o padre, subiu na bicicleta
e apresentou a prova.

A tinta traz a culpa,
disse o juiz,
e assinou.

Minha cabeça dói,
disse eu,
e tirei os sapatos.

Günter Grass

tradução: Claudia Cavalcanti

4 comentários:

Ingrid Littmann disse...

E assim a gente se repete a contragosto, fazendo e refazendo. Aprendendo e tambem desaprendendo. Beijos

ps. como vai o carnaval? beijos

Nelson Ngungu Rossano disse...

A vida é um fazer de muitas coisas e nesta errar, e errar novamente, refazer, tropeçar, e continuar...

Beijo e bom carnaval!

Bosco Sobreira disse...

Você nos regala com o Grass. Que bom presente pós-folia!
Obrigado, minha querida, pelo poema daqui e o comentário deixado lá no nosso canto.
Boa semana, já que tudo começa agora.

Mônica Montone disse...

gostei!!!!!

tem uma lista que caberia nesse poema, tipo: para enxergar melhor abaixamos o som do rádio e por aí vai, rs*

beijocas

MM

A Chuva de Maria

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Muadiê Maria

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