13 janeiro, 2007

Sofrimento

No oceano integra-se - bem pouco! -
uma pedra de sal.

Ficou o espírito, mais livre
que o corpo.

A música, muito além
do instrumento.

Da alavanca,
sua razão de ser : o impulso.

Ficou o selo, o remate
da obra.

A luz que sobrevive à estrela
e é sua coroa.

O maravilhoso. O imortal.

O que se perdeu foi pouco.

Mas era o que eu mais amava.

Henriqueta Lisboa

4 comentários:

Verônica Aroucha disse...

Uma pedra de sal, livre espírito, o som... bela escolha Martha querida.
O seu blog é lindo.
Abraço imenso
Verônica

temavondodementiras disse...

Que lindo. O que mais amamos nunca é pequeno, é sempre grande, muito grande, e por mais que pareça pequeno aos olhos com névoa dos outros , para nós é enorme porque amamos.

Fred Neumann disse...

caramba, Martha,

Isso é muito bonito e triste, pois me lembrou de uma pequena notícia, comunicando a morte de uma pessoa, que para eu e muitas outras pessoas não tem o menor sentido, mas que para os entes queridos do morto, fazem toda a diferença em uma vida inteira.
São os detalhes, como precisamos nos proecupar com os detalhes. Como o relaxamento é importante. Que duelo.

Beijocas,

Fred

Raiça Bomfim disse...

"(...)

... foi pouco mas era o que mais amava"

E ponto foi qual um suspiro...

A Chuva de Maria

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Muadiê Maria

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