16 dezembro, 2010


O grupo francês Les Souffleurs soprou no ouvido de Giselly Lima, que soprou em meu ouvido: a gente pode enternecer o mundo sussurrando poesias.
Murmurei para os meus alunos e ...
clique aqui pra ver no que deu :

(De)Lícia Beltrão, muitíssimo obrigada pelo convite.

Martha Galrão

7 comentários:

Anônimo disse...

isso é coisa sua, martinha???!!!
q coisa mais linda e mais importante, isso na vida de uma criança!!!!!!!!
q coisa fantástica de se fazer, amiga, uma contribuição sem preço, para o mundo....MUITO melhor q fazer política, ainda q da boa!
bjs.
s.

Giselly Lima disse...

Bacana, Martha! Bora continuar sussurrando, pois, como diz o grupo les souffleurs; "a humanidade se reproduz da boca ao ouvido". A idéia é garantir a poesia como direito humano. Bjo.

Edith disse...

Ouça aí, Marthinha!!Sussurrar poesia é coisa dessa Poetinha!!
Lindas crianças aos ouvidos de adultos curiosos1
Parabéns,
Edith

Chorik disse...

Martha, tu és po(rr)eta mesmo! Maravilhosa iniciativa. Parabéns à Bia pelas fotos, ficaram maravilhosas, captaram muito bem o entusiasmo de quem sussurava e o encanto de quem ouvia.

Bjks

Giselly Lima disse...

Ah, Martha gostaria que você divulgasse o manifesto. Essa proposta de fabricar os sussurradores, de incluir as crianças é o que diferencia a proposta por aqui. Bjo.

Maria Muadiê disse...

MANIFESTO DOS SUSSURRADORES DE POESIA
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece…
(Fernando Pessoa)

Os sons mais característicos do mundo atual são, de fato, barulho, ruído.
Esta inquietude em face do que ouvimos está cada vez mais forte e inspira a arte contemporânea através de propostas que incorporam ao sentido da visão a experiência auditiva. Não raro, essas experiências remetem aos dos sons da cidade, à velocidade, à dificuldade de comunicação, à superposição de vozes, ao grito… ao incômodo.
A arte nos diz: o som é uma dimensão que já não sabemos habitar. A ausência de som, nossa utopia.
Há quem diga que os novos sinais de riqueza se mostram através da posse do tempo, do espaço e do silêncio. Os sons nos empobrecem?
Ainda temos a música e a palavra (bem) falada.
A palavra ao ouvido – o sussurro – é a nossa escolha. Gostamos deste espaço intermediário entre o som e o silêncio, onde estes extremos se tocam.
Inspiramo-nos no grupo performático francês Les Souffleus (literalmente, Os Sopradores), que realiza intervenções em várias cidades do mundo sussurrando fragmentos de textos poéticos e filosóficos no ouvido das pessoas, numa tentativa de desaceleração do mundo.
“Comandos Poéticos” é a performance mais famosa dos Les Souffleurs e foi apresentada na cidade de São Paulo, na Virada Cultural de 2009, quando sussurraram poesia em praças e bibliotecas.
Como o grupo Les Souffleus, usamos um tubo para sussurrar os textos. Optamos por reaproveitar tubos de papel que, na nossa proposta, se tornam um objeto lúdico, belo e que recupera o gosto das brincadeiras simples de antigamente.
Propomos-nos a usar a poesia como delicado presente, que se leva da boca ao ouvido. Começaremos pelas crianças, elas que estão sempre mais atentas e abertas. Queremos brincar de, por um instante, silenciar o mundo como um poema. E que elas sigam com a idéia.
Aos poucos, vamos incluindo outras gentes que se disponham a interromper a tagarelice do mundo com segundos de poesia.

por Giselly Lima da Tramadaletra

Conceição Pazzola disse...

Grande ideia transformar crianças em sussurradores de poesia.
Adorei.

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria