05 outubro, 2009

Objeto de Amar

De tal ordem é e tão precioso
o que devo dizer-lhes
que não posso guardá-lo
sem que me oprima a sensação de um roubo:
cu é lindo!

Fazei o que puderdes com esta dádiva.
Quanto a mim dou graças
pelo que agora sei
e, mais que perdôo, eu amo.


Adélia Prado

11 comentários:

Cosmunicando disse...

teu blog tá tão lindo... o livro dedicado à tua mãe, as fotos do 'debaixo d'água'... até o cu que a Adélia escreveu :)

fazia tempo que eu não vinha por aqui.
beijos

Fernanda Leturiondo disse...

Adoro!

Renata Belmonte disse...

Saudades de vc tb!
Bjs

aeronauta disse...

Sempre amei esse poema de Adélia. E vivo passando adiante. Bom vê-lo aqui!

Gerana disse...

Volta e meia e nós precisamos ler Adélia, não é verdade?

Janaina Amado disse...

Sensacional! Adélia surpreende sempre.

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Amiga, talvez vc esteja interessada ou conheca alguém que esteja em participar na III Antologia de Poetas lusófonos, veja a postagem em Cores & Palavras http://coresepalavras.blogspot.com/2009/10/iii-antologia-de-poetas-lusofonos.html
Kandandu

Ana F. disse...

eu a-m-o este poema!!

Nilson disse...

Lindo mesmo!

Sílvia Câmara disse...

Vc sabe o quanto curto Adélia.
Gostei que vc pousou no Brisa novamente.
Pois é...para mim o outono tem cores...nuances...e assim, deixa rastros...impressões.
bjo gde.

Anônimo disse...

Oi Martha, estive vendo seu blog e vi uma foto de Bricio Galrão. Sou nascido em Ubaíra e meu pai foi médico do seu avô. Você é prima de Soraia? Como se chamava a mãe de Soraia? E sua bisavó/bisavô? Meu e-mail é junior@tavaresjunior.com.br , entre em contato! Valeu, abraços!

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