14 agosto, 2008

Quando Marta ficou sozinha

Quando a alegria foi embora,
Marta só ouviu o ruído
do vento forte na janela
e, no chão, estalos de vidro;

Fechou a janela, a cortina,
e voltou à sua rotina;

não compreendia, nesse tempo,
que o reverso de uma alegria
não é a tristeza, é o silêncio;

e as semanas ficaram longas
e caladas, sombra após sombra.

Alberto da Cunha Melo

5 comentários:

Salve Jorge disse...

Bem sabe o Alberto
Que quando tudo parece disperso
Na retumbância de uma ausência
Que é preciso paciência
Com esse incerto
Que vem no verso
E entremeia o que silencia
Há muito universo
Mesmo que seja
Pra outra sintonia...

Gerlane disse...

E eis uma temática que muito me tem falado: o silêncio.

Abraços, Martha!

Ana F. disse...

Oi, moça,
foi linda linda a fala de Boaventura. Uma palestra sobre esperança.
O mundo tem alternativas, disse ele. Elas apenas estão invisíveis...
E cá estamos nós, eu e você e tanta gente, a conversar e a trocar idéias, construindo alternativas para este mundão de meu deus...

Diz disse...

Martha,
lindo poema.
Eu concordo com seu comentário lá, vá ler a resposta, se tiver tempo.
Bjs Laura

Bela disse...

ô, querida!
Sinto muitíssimo pela sua perda!
receba meu abraço cheio de carinho e o meu desejo pra que tudo isso possa logo virar uma saudade confortável e doce.

Beijos sentidos

A Chuva de Maria

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Muadiê Maria

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