13 julho, 2007

De moderna não tenho nada
nem quero ter.
Quero ter é tempo.
Quando menstruar
esperar o sangue correr
formar uma poça
fazer desenhos
e escrever promessas de mulher.


Martha

13 comentários:

veronica aroucha disse...

Martha, foi muito forte essa!
Força e orgulho de ser mulher.
bjs
Verônica

laura disse...

Vc é mulher de verdade :)
eu odiava menstruar, agora não menstruo mais, é um alívio :)
bonito poema. Bj laura

Ramon de Alencar disse...

...
-Estas palavras foram como o gineceu de uma flor, de nome feminino: Uma Ananda talvez.
Mas fortes, e fortes, feito as Gimnospermas...

Anônimo disse...

Lindo, lindo, lindo!
Quero ler mais outros...
Bjos...
Suzana

Gerlane disse...

Forte, muito expressivo seu poema, Marta!
Gostei!
Bjos,

Bosco Sobreira disse...

Que bonito, Martha.
Faz gosto ler teus poemas!
(Quando vamos ter essa maravilha em livro?)
Um beijo afetuoso.

Anônimo disse...

Você é demais... difícil assumir a "sina" com tanta poesia. Não cabem
vírgulas nos sentimentos... Bjos. Caren

Campêlo disse...

A modernidade vem das cinzas da tradição. Uma depende da outra como o dia depende da noite.
O importante é sermos o que somos e não noa negarmos nunca.
O seu texto é belíssimo, como sempre.
Cada vez mais, olhas para dentro de ti mesma e isso se reflete muito bem nos teus poemas.

Aline disse...

Marthinha...

Deixa-me sem palavras! Dizes tudo, como sempre, mas este... a este poema arrasou! Parabéns!

Beijos!

Mônica Montone disse...

às vezes também acho que de moderna não tenho nada, linda.

beijos, flor

MM

Mani disse...

Não gosto de sangrar...Mas também não sou moderna, nem um pouco.

Nanda disse...

Martha,
olha só,lembrei desta sua poesia que gosto tanto e conheci antes.
Bj

José Calvino disse...

Poetamiga Marthinha,
Alguns versos são viscerais e fortes, demais... Você é mulher, mulher!!!
Linda poesia!
Beijos,
Calvino
Recife

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