31 maio, 2007

Professores unificam greve sem hora para voltar às aulas

Puta que pariu! Todo ano a mesma coisa, nós, professores de Salvador, precisamos guerrear, entrar em greve para conseguir um mínimo aumento e tentar, geralmente em vão, melhores condições de trabalho.
Quero ser tratada com DIGNIDADE.

A rede de ensino da Bahia parou geral. Depois de paralisações periódicas, os sindicatos, que representam cerca de 64,5 mil professores, optaram pelo decreto de greve sem previsão para retorno.
Desde esta quarta-feira, a rede de ensino particular e pública, do infantil ao terceiro ano, além de universidades estaduais, ficaram com atividades suspensas. Cerca de 1,432 milhão de alunos da rede pública podem estar sem aula (180 mil da municipal, 1,2 milhão da estadual e 52 mil das universidades), sem contar com os prejuízos dos estudantes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), com a greve dos servidores. Esta impede acesso a serviços essenciais ao aprendizado, como à bibliotecas e laboratórios.
Na mesma quarta-feira, o vazio em algumas instituições refletia o quanto a educação baiana, que se apresenta entre os três piores Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do País – junto com o Rio Grande do Norte e Piauí – perde com a suspensão das aulas. Educadores, mesmo aqueles que defendem a greve, são unânimes em ressaltar a existência de prejuízos. “Todos sofrem. Para suprir o calendário, professores e alunos têm que assumir um ritmo de aula fora do padrão, que não é realizado a contento, nem com a mesma disposição”, declarou a educadora Iraci Picanço, professora de sociologia da educação da Ufba.

(Jornal ATarde, 31/05/07)

6 comentários:

CN disse...

Greve sem previsão de retorno é barra pesada. Força aí

Bosco Sobreira disse...

Infelizmente, é isso, minha querida Martha. Há se indignar, de tentar levar ao povo um mínimo de entendimento sobre o que significa "nação", "coisa pública"...
Obrigado pelas visitas.
Um beijo afetuoso.

Helder Hortta disse...

puta que pariu mesmo, greve é foda. respiremos..

bom a greve é um mal necessario. hunrun porque se não houver a coisa fica como está. e havendo a coisa fica um cabaré danado, concorda.

sou professor, mas nunca passei por greve, porque eu sou da rede privada, eu imagino como os professores da rede munipal e estadual não se sacrificam para dar conta da carga horária.

me dá noticias dessa greve, ok.

beijos

MARIAESCREVINHADORA disse...

Martha querida,

Aqui em PE a situação não é diferente, a rede pública também está em greve.
Pior que isso é abrir o jornal e ler a triste notícia: foi aprovado em tempo recorde o aumento de mais de 26 por cento para "Eles".
São dois Brasis, não resta dúvida.
Paciência, amiga. Aproveite para fazer seus lindos versos.
Beijo,

Conceição.

Aline disse...

Martha, estou solidária! Quantas vezes passei pelo mesmo em Santa Catarina!
Passávamos dias sentados à frente da escola ou da Secretaria de Educação. E depois ainda éramos chamados de irresponsáveis... estávamos sempre era com dois corações - um na dignidade, outro nas crianças...

Força!

Beijos!

Jane Malaquias disse...

Todo mundo faz de conta que escola é importante mas ninguém sente isso de verdade, é só o medo de ficar sem diploma e fracassar na vida.Espero que as crianças estejam se divertindo muito com as férias.

A Chuva de Maria

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Muadiê Maria

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