04 outubro, 2011

Mehmet Ozbur
























Foi então numa manhã comum, nem fria nem quente, que sua colega de trabalho lhe contou seu drama. Medo de dormir. Medo de adormecer e ser tomada por um pesadelo premonitório. Uma vez, o acidente do seu tio. Outra vez, a cirurgia de seu pai. Da outra, previu sua prima sem a gravidez.
Conhecer o fato antes do acontecimento a transtornava.
Experimentou a ideia de nunca puder dormir e ficou louca de dor.

Martha

2 comentários:

Por que você faz poema? disse...

Queria apenas
nunca acordar,
por maior que fosse a dor.

Raiça disse...

O medo do abismo, da queda; o dolorosíssimo medo da dor...

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