10 maio, 2009

Mães

Nem todas as mães
são santas,
nem todas as santas
são mães;
mas, de quedas, prantos
e sóis soluçantes
as colinas de mães sozinhas
fervilham neste instante.
Ó vós, que ainda tendes
dentro da noite o choro fino,
a febre e os miúdos braços
afirmando no escuro
vosso sangue e a aurora
que vos sucederão,
ainda é tempo de agarrar-vos
ao pequeno e vivo troféu
e, contra as raivosas manhãs,
esquentar o leite,
vestir os filhos
e não perder a esperança.

Alberto da Cunha Melo

5 comentários:

Juan Trasmonte disse...

Lindo esse poema, Maria! Não conhecia. Muito obrigado por passar lá no Nemvem.
Vou linkar o teu, que a verdade eu achava que já estava linkado.
bjs

Laura Diz disse...

Lindo poema.
Que bom que gostou do que fiz ontem, foi para vc tb :)
mãezona.
Bjs querida, Laura

Adriana disse...

Linda homanagem às mães.O poema é seu?

Luiza Castro disse...

Eu quero o sentir-se mãe.

Beijos, Marthinha

Bea disse...

Muito obrigada pelo poema. Eu sou mae !

A Chuva de Maria

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Muadiê Maria

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