04 outubro, 2008













Encomenda

Desejo uma fotografia
como esta - o senhor vê - como esta:
em que para sempre me ria
com um vestido de eterna festa.

Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga que me empresta
um certo ar de sabedoria.

Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não... Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.

Cecília Meireles

9 comentários:

Raiça Bomfim disse...

Nossa, que foto mais linda! Linda, linda, linda! E para uma foto como esta versos de boa companhia...

Casulo Temporário disse...

Cecília!
Martha!
lindas.
beijos,
Ana.

aeronauta disse...

Realmente muito bonita a foto. E dialogou muito bem com esse poema maravilhoso de Cecília. Abraços.

Clóvis Campêlo disse...

Os olhos, a luz em festa, a fresta.
Constrastes imensos. A captura da luz não nega a essência da sombra.
Beleza pura!

Janaina Amado disse...

Linda conversa entre texto e foto.

estranhamentos.zip.net disse...

Você tem jeito de poesia. Abraço. M.

Mani disse...

Que lindo, Martha...Sua seleção é sempre impecável!

Salve Jorge disse...

Nessa fotografia
Vi a grafia
De fato
De um fino trato
Que o tato
Adoraria
Bendito acetato
Que gravou tal retrato
De inigualável primazia...

Moacy Cirne disse...

Oi, Menina! Neg/ócio fechado. Sobretudo com cecília como (boa) madrinha... Beijos & cheiros.

A Chuva de Maria

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Muadiê Maria

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