03 abril, 2008

Não é por me gavar
mas eu não tenho esplendor.
Sou referente pra ferrugem
mais do que referente pra fulgor.
Trabalho arduamente para fazer o que é desnecessário.
O que presta não tem confirmação,
o que não presta, tem.
Não serei mais um pobre diabo que sofre de nobrezas.
Só as coisas rasteiras me celestam.
Eu tenho cacoete pra vadio.
As violetas me imensam.
Manoel de Barros

2 comentários:

Fernanda Leturiondo disse...

Cacoete pra vadio, tmb tenho e cada dia mais sem culpa...

bj de aniversário, uma nova idade bem farta de beleza e alegrias

Nanda

taís almeida disse...

Por que me deixastes, assim, sem ouvir teus versos?

saudades de alfazemas...

beijos

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria