05 fevereiro, 2008

Meu silêncio
fala de desertos e
inexplicáveis pássaros
que se apagam
e redesenham-se
em carne de sonho
e areia.
O vento
é meu canto de sereia.

Martha

8 comentários:

MARIAESCREVINHADORA disse...

Como sempre, você consegue dizer tudo em poucos versos. "O vento/é meu canto de sereia."
Lindo, Martha.
Beijos,

Conceição

Maria Muadié disse...

Ceiça, já está virando um balaio.
:)

Falo do silêncio
que há
nas profundezas
do mar azul
é o reino
encantado
do rei Netuno

de belas sereias
algas marinhas
navios antigos
silencioso mundo
onde foi parar
a criança
sozinha.

Conceição

Ramon de Alencar disse...

...
-É por isso que sempre choramos quando olhamos muito para o vento?

SANDRO ORNELLAS disse...

Martha, sou meio mongo, não ligue, mas achei seu poema uma "resposta" ao da Orides logo acima. Gosto de silêncio. Duro foi começar a levar a vida falando, mas acho que me habituei.

José Calvino disse...

Cada verso, com o vento, você determina um movimento. E no fim: Belas sereias... "O vento
é meu canto de sereia."
Muito bonito, baiana.
Beijos do,
Calvino
Recife

Raiça Bomfim disse...

Pois então, que a brisa e o vento falem por nós.

Casulo Temporário disse...

Belíssimo, Martha.
Os pássaros inexplicáveis...
Alguns também estiveram comigo.

Rachel Souza disse...

Gostei demais!

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria