27 novembro, 2007

Ponte D. Pedro II - Cachoeira / São Felix

Suzi,

carro quebrou na 101, tivemos que pernoitar em Cachoeira, e o capô não queria abrir, acredita? O capô do carro não queria abrir !?!
Aquela equipe de homem reunida em frente ao carro pra resolver.

Fiquei tentando convencer a todos, inclusive a mim mesma, que deveríamos nos jogar de cabeça no imprevisto de estar numa cidade históóóórica. Até banho frio eu tomei - sem reclamar. Em algum lugar de mim havia felicidade e muita saudade de Leila.
No outro dia, pneu do carro furado. Foi um fim de semana estranho...

Às duas da tarde do sábado, eu, bem melhor da puta enxaqueca que acordei de manhã, ouvi um grito:
olha a mulher! A mulher era eu, que caminhava incauta pela rua... A morte passou zunindo por meu ouvido.
Um homem jogou do alto do telhado de um sobrado azul, mais ou menos 6m de altura, a grande calha de zinco.

Pela primeira vez na vida fiquei perplexa. Pensei: pôxa, então o plano era esse? Me trazer à Cachoeira pra eu morrer?
Lá ele. Diga a ela que eu tô forte.
Senti saudade de todos os meus amigos de infância.

beijo,

M.

16 comentários:

La pepe disse...

LÁ ELA!
FIM DE SEMANA BEM ESTRANHO , EMOÇÕES E PERIGOS!
É ASSIM QUE A GENTE SABE QUE TÁ VIVO...
EMOÇÕES E PERIGOS!

LIRIS LETIERES disse...

Eu estou rindo até agora!
Rindo da desgraça alheia, eu sei. Mas não me contive.
Me recompondo:
Que bom que escapuliu de tudo, amiga.
Olha a mulheeeeeeerrrrrrrrrrrr!!!!!!!!
Lhe viram.
(tava de saia?)
Te amo.
Liris

Bernardo disse...

Pense positivo. Não foi ver jogo do Bahea... Tinha que ir p/ Cachoeira mesmo...Adrenalina pura !!!
beijos gostosos.

B

Renata Belmonte disse...

A escola é uma prévia da vida adulta, não?
Bjs

MARIAESCREVINHADORA disse...

Adorei o texto, Marthinha.
Entre mortos e feridos salvaram-se todos. Principalmente você, é claro!
Beijo,


Conceição

leila disse...

Não tenho a menor vocação prá Xuxa, vc bem sabe( rsrs), mas é sempre "muito bom estar com você!"
Sentimento bom, de aconchego, de afeto genuíno, de troca...
Te amo, desde os tempos em que rolávamos na grama e vc arrancava os laços das minhas "chiquinhas", que saíamos em perseguição àquele ser desejado e gastávamos todo o dinheiro do ônibus com picolé para matar a sede(lembra?),de Judith Kruchevsky, sua governanta e o hamster, tão bem cuidado...rsrs, enfim...rsrs
Marcarei aqui em casa uma sessão da tarde com brigadeiro( socorro!!!), que tal?
bjo grande

Leu

Koluki disse...

Hoje e' meu primeiro aniversario e estou convidando todos os amigos para dancar!

Anônimo disse...

Amooo Cachoeira, que cidade mais bunitinha que povo mais risonho. Fui feliz lá. Acredita que quase peguei carona no trem que passa naquela ponte? Ótimo blog!!!Abraço.

Tônio disse...

Amooo Cachoeira, que cidade mais bunitinha que povo mais risonho. Fui feliz lá. Acredita que quase peguei carona no trem que passa naquela ponte? Ótimo blog!!!Abraço.

SAMANTHA ABREU disse...

puxa....!
puxa!!!

vc contou mesmo sobre isso...
que péssimo, hein, Martinha!

mas no final, tudo acabou bem!

beijos!

Kátia Borges disse...

Imagina morrer desse modo, com uma calha de zinco caindo do céu na cabeça?! Ainda bem que não passou de susto. Bjs

Thiane disse...

Uau. Li tudo desde setembro.
Bonitas inspirações. Bj.

marcelo disse...

Para mim você é uma amiga de infância. Uma infãncia baiana.

Diz disse...

Bonito.
è verdade isto? uauuuuuuuuuuuuuuuu
viva a sua vida, moça!!!
Cachoeira onde? a do rei? hihihi, bahia né? não conheço. faz frio?
fiquei boiando,ma sgostei.
Bjs e sorte! aliás, teve sorte.:)

Luciana disse...

Nada!! O plano era mostrar que "Deus é mais!" Mesmo que todo o universo conspire contra, a "coisa" pode até passar perto, mas não te acerta.
Agora tá tudo bem, né... Continue especial!!! Beijos,

Adriano Caroso disse...

Ah Martha! Que saudade me deu ao ver a foto da ponte. Quantas vezes a atravessei nas minhas viagens para o vale do Jiquiriçá e Cravolândia. Sempre prefiria ir por ali. Essa sua foi uma aventura e tanto. Mas, no final, tudo acabou bem. Em pizza? Seu blog é uma delícia assim como seus versos. Sou fã do Falópio e agora voltarei mais vezes por aq1ui!

A Chuva de Maria

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Muadiê Maria

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