12 dezembro, 2006

José Redinha

A Esfinge

Revesti-me de mistério
Por ser frágil,
Pois bem sei que decifrar-me
É destruir-me

No fundo não me importa
O enigma que proponho.

Por ser mulher e pássaro
E leoa,
Tendo forjado em aço
Minhas garras,
É que se espantam
E se apavoram.

Não me exalto.
Sei que virá o dia das respostas
E profetizo-me clara e desarmada.

E por saber que a morte
É a última chave,
Adivinho-me nas vítimas
Que estraçalho.

Myriam Fraga

2 comentários:

Mônica Montone disse...

Jesus! Muito bom.... Tudo de melhor esses versos :

Adivinho-me nas vítimas
Que estraçalho.

beijos, querida

MM

Anônimo disse...

adoro esse poema, combina muito comigo.

A Chuva de Maria

A Chuva de Maria

Muadiê Maria

Muadiê Maria