05 outubro, 2006

De moderna não tenho nada.
Nem quero ter.
Quero ter é tempo
quando menstruar
esperar o sangue correr
formar uma poça
fazer desenhos
e escrever promessas de mulher.


Martha

6 comentários:

Anônimo disse...

Linda MULHER MARTHA,
eu já conhecia esse poema, mas cada vez que o leio gosto mais.É muito lindo , é muito Martha!!!
Estou aprendendo a ser pós-moderna contra a minha vontade, mas é bom poder comentar a beleza desse BLOG.
Beijos Laura.

Ale disse...

muita saudade, querida
há poucos dias pensei fortemente em você, e olha aí o resultado.
meu email: alekali@gmail.com
vamos nos falar! beijos

Bela Caleidoscopica disse...

Querida Martha,
vim visitar e me deliciei!
Poesia transbordando pelas margens da página, um barulho de mar, um cheiro de mato e dendê, mulheres maravilhosas juntas...isso é uma ótima receita!
Fiquei fã.
Volto sempre, viu?
beijo
Bela
ps: tb amo Mia...ainda não li " O outro pé da sereia". Parei no "O último vôo do Flamingo", mas não tardo.

Luiza Castro disse...

Martha, preciso dizer: ESSE É O POEMA MAIS LINDO QUE EU JÁ LI!!! Uma vez Tai me mostou ele e eu nunca esqueci. Aí entrei aqui no seu blog depois que vi seu comentário no meu para ver se encontrava esse poema, e ei-lo aqui =) um beijo de suadade

taís almeida disse...

concordo plenamente com Luiza, esse poema´~e lindo.lindo de ouvir, lindo de ler, lindo de me encontrar mulher nele...vc consegue escrever a voz de mulher que ha em mim...

Raiça Bomfim disse...

É... todas (ou quase) unidas por um fio de lírio e pelo vermelho.

A Chuva de Maria

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Muadiê Maria

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