18 setembro, 2006

Whistler














Chovia manso, chovia triste, chovia fino
e eu olhava devagaríssimo seu rosto.
Até a ilha está chorando, disse o rapaz
estendendo-me o búzio.
Tive receio de tocar suas mãos.
Coloquei o búzio no ouvido
para escutar a voz do mar.

A concha não tenho mais
(e chove a cântaros em minha terra),
tenho as cartas, letras de amor
guardado, murmúrio de mar.


Martha Galrão

Um comentário:

Goulart Gomes disse...

Sua poesia continua sempre linda!

A Chuva de Maria

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Muadiê Maria

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